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Espécies - Junípero = shimpaku
Junípero
(Juníperus chinensis = shimpaku)
. 
 

 O Junípero chinês (shimpaku) é uma das plantas clássicas mais populares no cultivo do bonsai, porém na América é uma espécie difícil de conseguir. Pertence a família das cupresáceas  originária da Ásia esta espécie de crescimento muito lento pode ser dióica ou monóica segundo a forma de cultivo. As folhas podem ser homeomorfas ou dimorfas: as mais jovens são aciculares e ficam dispostas em verticilos trimeros; as adultas são escamiformes, obtusas e opostas. A casca é de cor parda avermelhada. Os juníperos têm um comportamento totalmente oposto ao do resto dos membros de sua família. Enquanto a maioria das Cupresáceas possuem um ritmo de crescimento relativamente rápido e necessitam de substratos ácidos e úmidos, estes exemplares são de crescimento lento e amam os solos áridos e alcalinos. O shimpaku é uma árvore pequena de tronco retorcido. Possui um mecanismo natural de defesa que lhe permite reduzir a massa foliar para facilitar o desenvolvimento das raízes.

 Quando vive em um ambiente inóspito, alguns ramos e a parte da casca que as comunica com as raízes, se secam. Se isto sucede, a ação dos elementos naturais desprende a casca e a madeira morta branqueia com o sol. O contraste da madeira morta com a cor canela do tronco e o verde da folhagem é um espetáculo dramático e as vezes, majestoso. Este rasgo particular da planta se integra no desenha do shimpaku, a tal ponto, que o mestre John Naka disse: “Um Shimpaku sem jin é como um cachorro sem pulgas” . Em seu habitat natural, o Junípero chinês apresenta zonas de madeira morta. O processo de crescimento permite eliminar grandes zonas de casca sem que a planta sofra danos irreparáveis. O lado do tronco que se desenvolve em condições favoráveis permanece vivo, enquanto o outro morre. Esta característica pode ser recriada artificialmente em um bonsai de shimpaku. A tarefa deve realizar-se com muito cuidado, respeitando as regras estabelecidas para a criação de jin, shari e sharimiki. A melhor época para realizá-los é na primavera ou verão, para que, ao chegar o inverno, as margens da ferida cicatrizem e a madeira da zona descascada seque. Durante o inverno, pode se retocar o corte e polir a madeira morta. 

Transplante: cada 2 ou 4 anos. Em qualquer momento durante o período de crescimento ativo.

Substrato:  standard para bonsai, formado por três partes de composto mais uma parte de areia grossa de rio.

Adubação:  do início da primavera até meados do verão, aplicar um produto rico em nitrogênio; a partir desse momento, utilize um ativador de floração

Rega:  abundante no verão e moderado no inverno

Poda: de ramos: na primavera antes da eclosão das gemas; desponte: nos brotos novos, sempre que a forma da planta o requeira; desfolhação: não necessita.

Propagação:  por semente, estacas ou alporque.

Aramação:  é possível durante o ano todo. 

Estilos:  vertical informal, tronco inclinado e semi-cascata.

Pragas e doenças: ácaros e  fungo de Cotoneaster.


Glossário: aciculares: em forma de agulhas – dimorfas: que apresentam duas formas distintas em um mesmo indivíduo – dióica:  planta cujos sexos se encontram em pés distintos – escamiformes: em forma de escamas – homeomorfas: que possuem a mesma forma – jin: madeira morta que se encontra no ápice da planta – monóica: planta em que aparecem flores masculinas e femininas – shari: parte descascada de um tronco – sharimiki: partes descascadas e vazadas de um tronco – trímeros: verticilo formado por três peças – verticilo: reunião de folhas, de flores, de ramos, em volta do mesmo ponto de uma haste.