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Espécies - Oliveira
Oliveira
(Olea europaea)
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A oliveira tem sido, desde épocas imemoráveis, uma planta de cultivo muito importante, também com virtudes curativas, cujos frutos (azeitonas) são utilizados para a extração do famoso óleo de oliva,  enquanto que a madeira do tronco é usada em construção e carpintaria. As azeitonas continuam sendo um fruto muito apreciado em todo o mundo. As árvores, que alcançam idades muito elevadas, tem quase sempre um tronco fendido e desgalhado, que lembra uma rocha de forma estranha. Suas folhas são alongadas, de cor verde prateado de tipo coriáceo, e em suas axilas aparecem as pequenas flores de cor branco amarelado. Após a fecundação surgem as azeitonas, que podem ser verdes ou pretas azuladas segundo a variedade, amadurecem entre fevereiro e março, quando são colhidas. 

Localização: As oliveiras amam o sol e o vento. A face superior de suas folhas está protegida por uma fina camada de cera. Nas oliveiras cultivadas a face inferior está protegida por uma fina penugem grisácea, porém nas selvagens não. Elas se protegem por si mesmas. Inclusive em pleno verão não é necessário protegê-las com tela sombrite. Em contrapartida não resistem bem ao frio, devendo ser protegidas das geadas. 

Rega: Basicamente deve se regar cada vez que a terra comece a secar. Nesse momento, regaremos a fundo, até que a água saia abundantemente pelos furos de drenagem, arrastando o pó acumulado no fundo do vaso. É importante também regar bem toda a terra do vaso. Não há nada pior para as raízes que deixar partes da terra secas. Quando deixamos crescer os ramos, consomem mais água que quando estamos densificando; na primavera consomem também mais água que no inverno quando o crescimento se detém. 

Adubação: Devemos adubar mais no outono, já que o risco de alongar demasiadamente os brotos e de fazer crescer as folhas é menor.  O adubo orgânico é o melhor. Deve-se prepará-lo com um mês de antecedência para que fermente adequadamente. Deve ser uma fermentação aérea, devendo ser deixado exposto ao  sol, revolvendo-o com freqüência. 

Transplante: a cada dois anos na primavera com poda de raízes 

Substrato: Usar uma mistura de grânulos de terra dura que não se degrade facilmente, bem peneirada para eliminar o pó fino (usar grânulos médios de 3-5mm), com areia grossa de rio  

Poda: Os ramos podem ser podados em qualquer momento, porém nunca demasiado curto, já que a brotação seria difícil. Deixar crescer os novos brotos até 8 pares de folhas e cortar logo a 2 pares; deixar crescer os novos brotos e quando estejam lenhosas aramar dando a forma desejada. 

Aramação: Os ramos a qualquer momento, os brotos só se já tenham lignificado. A modelagem se inicia já com plantas jovens, pois só os ramos finos se dobram com facilidade. 

Meios de obtenção: Mediante estacas semilenhosas, de novembro a fevereiro, em local cálido. O mais fácil é fazê-las enraizar em um vaso com água, ou então com sementes (caroços de azeitona) a 20°C. 

Estilos: Adequado para todos os estilos e tamanhos. 

Pragas e doenças: lagartas, cochonilhas fungos, verrugas, larvas rosadas e podridão de raízes.