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Espécies - Glicinia
Glicínia 
(Wisteria floribunda; Wisteria sinensis)
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Uma glicínia trepadeira a cobrir uma parede de uma casa ou de um jardim é um verdadeiro espetáculo quando está em plena florada e a abundância de cachos de grande fragrância é igualmente atraente como espécie para bonsai. As flores são tão grandes que um bonsai é usualmente estilizado para criar a impressão de uma árvore de ramos pendentes, com as estruturas florais a parecer ramos pendentes. Os cachos pendentes de flores semelhantes a ervilheira – azul, malva ou branco – surgem ao final da Primavera ou início do Verão contra o fundo de folhagem verde-vivo. Para bonsai usam-se principalmente duas espécies: a  glicínia do Japão, Wisteria floribunda, e a glicínia da China, Wisteria sinensis. A glicínia da China tem cachos mais curtos com flores mais perfumadas do que a  glicínia do Japão, e é a que cresce mais vigorosamente destas duas. O tronco se torna nodoso com a idade. Podem viver até 100 anos.

Localização: Prefere os lugares ensolarados. Suporta mal as geadas, devendo ser protegida abaixo dos 5°C. Deve permanecer em local bem arejado, suportando bem o vento. 

Rega: Se o vaso dispõe de uma boa drenagem, regue abundantemente após o transplante, para que haja melhor desenvolvimento das raízes. No início do verão regue duas a três vezes ao dia, diminuindo lentamente, para estimular o  desenvolvimento das  gemas. As glicínias necessitam de muita água no verão, podendo o vaso ser colocado em um recipiente com água para uma melhor absorção pelos furos de drenagem. Repita esta operação a cada cinco ou seis dias. Os brotos deixarão de crescer e as gemas produzirão flores. Reduzir a rega no inverno, mas manter a umidade constante. 

Adubação: Aplique um adubo orgânico líquido no final da floração, alternando com um adubo orgânico de decomposição lenta, até meados do verão. Do início ao fim do outono, aplicar primeiramente um adubo líquido, depois um sólido. A glicínia requer duas ou três vezes mais fertilizantes que os outros bonsai. Interromper a adubação no inverno. 

Transplante: Todo ano, imediatamente após a floração. Corte as raízes nocivas ou velhas, deixando somente as raízes vigorosas e saudáveis.
Coloque em um vaso de tamanho superior ao anterior, utilizando uma terra com boa drenagem. 

Substrato: Deve ser formado por uma parte de composto orgânico e uma parte de areia grossa de rio. 

Poda: A glicínia precisa ser podada várias vezes, começando na primavera, imediatamente após a floração. Podar de novo no início do verão, em meados do verão e no outono, deixando de cada vez apenas dois ou três grupos de folhas. Depois da floração a glicínia desenvolve vagens de sementes. O efeito é bonito, porém se em grande quantidade a planta se debilitará, devendo ser eliminadas, deixando apenas algumas. 

Aramação: Desde a primavera até o outono. Colocar arame de cobre ou alumínio quando começar a aparecer  as novas gemas. Para os brotos jovens, utilize a ráfia no momento em que as folhas começam a endurecer. Arame e conduza sempre cuidadosamente, para evitar que a ramagem se emaranhe. 

Meios de obtenção: Por estacas lenhosas colhidas no fim do inverno ou início da primavera. Por mergulhia ou alporque no verão. Por enxertia no início da primavera. A   propagação por semente é fácil, mas menos eficiente do que outros métodos, pois a planta cultivada por semente leva muitos anos para florir. 

Estilos: Ereto informal, chorão, literato, cascata e semi cascata.

Pragas e enfermidades: Pulgões e cochonilhas.

Dicas: Escolha um vaso de profundidade mediana. A glicínia, para apresentar uma floração exuberante, deve estar em ambiente a pleno sol.