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Espécies - Erica
Érica
(Leptospermum scorparium)
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Ela tem nome de menina, a beleza de uma moça e a generosidade de uma mãe. A érica, ou falsa-érica, espécie arbustiva com ramos salpicados por flores pequenas que podem ser brancas, rosadas ou vermelhas. Suas folhas são levemente aromáticas, uma característica comum na família das mirtáceas que, além da érica, abriga os eucaliptos e uma enorme gama de frutíferas. Há séculos a érica era utilizada por aborígines e desbravadores na busca das mais diversas curas. No Século 18, quando os ingleses colonizaram a Nova Zelândia, o escorbuto era uma ameaça que aterrorizava os navegadores. Para auxiliar na cura da doença, eles observaram os costumes dos nativos maoris e passaram a utilizar o chá de érica. Vem daí o outro nome popular dessa espécie: Tea tree ou árvore chá. Hoje vários estudos atestam as propriedades analgésicas, anti- alérgicas e anti-inflamatórias da érica. Na Nova Zelândia, ela é chamada de manuka e pode ser encontrada na forma de óleos aromáticos. Nos Estados Unidos, é comercializado um produto feito à base de flores de érica, que dizem curar úlceras, infecções e queimaduras de pele. Alguns sites na Internet indicam a érica para combater micoses, pneumonia e até chulé.

Localização: Deve ser cultivada a sol pleno, tolerando bem clima frio ou ameno. 

Rega: Necessita de uma rega abundante logo após o plantio em vaso, devendo ser regada todos os dias durante um mês. Depois, duas vezes por semana  já serão suficientes,  porém sem deixar secar o substrato o que pode ser fatal para a planta. 

Adubação:  Para garantir uma generosa floração, é bom caprichar na manutenção do solo, usando adubo granulado do tipo NPK 4-14-8 a cada 4 meses. Para isso faça pequenos buracos na terra do vaso e utilize a metade da quantidade indicada pelo fabricante. Depois da adubação, regue bem o solo para que  as  raízes absorvam os nutrientes.  

Transplante: Sempre e somente quando o vaso tornar-se pequeno para  a planta, evitando-se qualquer tipo de poda de raízes. As raízes devem permanecer intocadas. Todas as tentativas de poda de raiz tem resultado em morte das plantas. Coloque o torrão inteiro no novo vaso e complete os espaços com novo substrato. 

Substrato: Deve ser rico em matéria orgânica 

Poda: Se você deseja que a planta cresça e encorpe, evite podá-la, deixando crescer livremente. Quando atingir o porte desejado, comece a podá-la aos poucos somente nos ponteiros de galhos, evitando podar drasticamente. 

Aramação: Como os seus galhos são muito delgados e frágeis a aramação também deve ser leve e feita com muito cuidado,  evitando-se baixar muito os galhos ou ramos. 

Meios de obtenção: Através de sementes, estacas de ponteiros, plantas de viveiros. 

Estilos: Ereto formal ou informal, tronco duplo,   troncos múltiplos, vassoura, soprado pelo vento, bosque. 

Pragas e enfermidades: ácaros e cochonilhas 

Desfoliação: Não necessita